A arte e a vida


    Ontem , domingo de verão, depois de uma copiosa chuva na noite de sábado, a manhã estava com temperatura agradável, o sol preguiçoso demorara a dar as caras. Achei bem conveniente dar um passeio a pé, por uma estrada secundária, com meus cães perdigueiros.

   Enquanto caminhava, notava  a felicidade dos cães, que com a umidade da terra perscrutavam as mais diversas emanações e observavam tudo que se passava ao nosso redor.

   Meu pensamento divagava em torno da beleza natural, da arte, da literatura. Iniciei então um retrospecto da minha vida.

   Desde moleque já demonstrei a aptidão para a arte, gostava de desenhar animais  e pintar, na adolescência pintei alguns quadros. No colegial fazia caricaturas de todos os companheiros e ficava desenhando nos cadernos quando a aula não me interessava.

   Sempre fui um admirador de arte, mas  tive que “ganhar a vida, pois como dizia um poeta  que recitava nas ruas de Paraty-RJ: —“Poesia não compra sapatos…”. E assim foi, depois casado, mais compromissos e a arte ficou de escanteio. Livros eu gostava, comprava-os ,mas não lia-os por falta de tempo.

   De uns tempos para cá, minha mente se abriu para a arte literária e em pouco tempo li dezenas de livros. Voltando ao poeta de Paraty, a frase completa  era:—“poesia não compra sapatos, mas como andar sem ela”. De fato, é difícil viver sem a arte. Por isso cada vez mais eu admiro os escritores, os pintores e artistas em geral, que expressam sua arte, muitas vezes sem retorno financeiro.

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  Eu sou apaixonado pela África desde  criança; agora leio e  assisto tudo que posso sobre a África.

  Esta semana, recebi do Sr. Hugo Seia, angolano, caçador profissional, escritor e pintor, o lindíssimo livro” O mundo dos bichos”, muito bem escrito,todo ilustrado com suas próprias pinturas e fotografias. Para mim ele é um “matchless”


                                             Livro do Hugo Seia

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