Bloqueado na estrada

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Numa tarde de inverno, dias antes de ir à uma caçada, resolvi dar uma saída para dar pernadas no cão.

Tomei a estrada de sítio em direção ao famoso bairro S. José. Seguia com meu Corcel e o cão no porta- malas.

Após uma curva fechada dei de cara com um veículo parado bem no meio da estrada de chão. O condutor saiu do veículo deu uma olhada em mim e muito calmamente foi retirar o macaco para trocar o pneu que havia furado. Eu permanecei dentro do carro na espera, mesmo porque não havia jeito de passar, a estrada estava bloqueada pelo carro.

Como Não havia movimento na estrada, o condutor não se preocupou em deixar uma passagem, mas poderia ter deixado.

A pessoa, foi meu colega no colegial, e levava o apelido de Jamanta! Imagina você se o homem era pequeno!

Eu quieto, não podia fazer nada, muito menos apressá-lo, pois ele não tinha nenhuma simpatia por mim. Não sei porque, nunca tivemos treta alguma!

Fiquei esperando com muita paciência a troca de pneu. Assim que o Jamanta trocou o pneu, ele veio em minha direção e me perguntou:

—Aonde você vai?

Percebi que ele queria encrenca e, a resposta foi na altura:

—Você não interessa onde vou, pois a estrada é pública!

Ele estava imaginando que eu iria caçar em suas terras.

Diante da minha resposta, ficou enfurecido e me respondeu:

Se você não disser onde vai, não vai passar.

Eu, diante daquele homenzarrão, não tinha chance alguma de me defrontar no tapa.

Como não queria desistir de passar, e como não afino por nada, truquei em falso! Fui com a mão no porta-luvas do corcel.

O homenzarrão de quase dois metros de altura imaginou que eu iria sacar um revólver, mal sabia que estava totalmente desarmado!

Minha presença de espírito, bem como minha total crença no ato, foi tão grande que ele caiu na cilada e, imediatamente sem dizer um pio saiu apressado.

Nunca mais defrontei com o dito cujo.

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