Caçada de perdizes no Uruguai 2012


     Mais uma vez, pelo quarto ano consecutivo seguimos para a caça de perdizes em Uruguai.      Chegamos a Rivera via terrestre com nossas picapes e lá encontramos com o JOÃO PAULO, proprietário do JP Cacerias, e mail: jpdacosta@netgate.com.uy, que já tinha adiantado a documentação para entrada das armas no Uruguai, bem como as documentações dos cachorros para quem os levasse.     Depois que já estávamos de posse das autorizações de entrada com as armas, seguimos pela estrada para enfrentar 350 km de bom asfalto com pouco movimento e com apenas dois pedágios, que somando os valores não passam de R$10,00.     Como já estava na hora do almoço, paramos num restautante, onde saboreamos a nobre carne Uruguaia.     Seguindo pela estrada, onde pudemos apreciar belas formações montanhosas. Deleitamos com as belas planícies uruguaias e seu rebanho de bovinos e ovinos. Também sentimos o perfume no ar provocado pelos eucaliptos perfumados plantados em larga escala.      Na primeira barreira, muitas vezes é solicitado a carta verde do veículo para entrada, esta carta indispensável, nada mais é do que um seguro do veículo para terceiros dos dias de estadia no país.     No segundo posto de fiscalização apenas fomos cumprimentados pelo policial que nos perguntou se estávamos a passeio ou pescaria. Repondemos que estávamos indo para ” caceria”.Ele então nos respondeu:   –Tenham uma boa viagem e uma” buena caceria”. Como eu sonho um dia ouvir isso dos policiais no Brasil!      Nós estávamos em cinco pessoas em duas conduções e encontramos com mais seis pessoas que também se dirigiam para a pousada do João Paulo.     Chegando a pousada, uns se apresentaram aos outros e a boa conversa foi inciada sempre sobre caça e armas, logicamente.      Um dos colegas nos contou uma peripécia que ocorreu com ele, que nem mesmo o próprio acreditou.      Uma vez acertou um gavião com a calibre .22 em pleno ar . São casos que ocorrem com caçador.      Primeira manhã de caçada não pudemos sair da pousada, pois uma chuva fina e intermitente nos deixou somente disponível para um bom papo, assistir filmes de caçada e rodear o fogo degustando um bom vinho.     Na tarde deste mesmo dia pudemos sair para a caça, fui com o Jimi, um cão bretão. O campo estava molhado e com muitas poças de água, mesmo assim conseguimos totalizar a cota do dia em pouquíssimo tempo.    A saída para o campo em busca das codornas (perdizes como os Uruguaios chamam) é para os amantes do esporte um deleite profundo. Apreciar a vegetação ainda molhada de a chuva pisar no relvado e nas poças encharcando os pés, sentir a friagem da água pura da chuva.     O cheiro e o ar do campo que entram pelas narinas refrescam os pulmões desintoxicam nossos alvéolos!     Como é bom passar umas horas com os sons dos pássaros, ver as acrobacias dos quero-queros, com rasantes ameaçadoras trinando agudo para proteger sua prole. Apreciar as narcejas que levantam voo dos lodaçais e tangem a ar parecendo aviões a jato emitindo sons ameaçadores para afugentar possíveis invasores do seu habitat.     Os esbeltos cavalos correndo pelo campo, o gado saudável que sempre nos rodeia com curiosidade.     Mas, o mais belo para o caçador é princesa do campo -a codorna- que maravilha é sua esperteza em terra, driblando o com cão como ninguém e alçando o voo, sempre imprevisto, dando-nos assim o grande presente ao caçador que é a dificuldade em alvejá-la.      No dia seguinte de caçada caia uma garoa fina, assim mesmo partimos para o campo. O meu mochileiro (guia que acompanha o caçador) foi o filho do Roberto, que já me acompanhou diversas vezes em caçadas.  O novato cumpriu certinho seu trabalho cuidando de levar as coisas, filmar e fotografar.  Continuei com o Jimi e me tornei muito esperto, pois o cão com voracidade e rapidez para caçar, tive que entrar no seu ritmo, andando muito rápido e muitas vezes correndo, pois ele acompanha fielmente a corrida das codornas, não perdendo nenhuma de forma alguma.        No inicio da caçada estava um pouco nervoso porque o cachorro amarrava longe, pois a vegetação estava baixa e eu tinha que correr, não por culpa do cão, mas por causa da vegetação baixa e assim houve perdas de tiros.       A solução que encontrei para reduzir a ansiedade foi eficaz:, sempre que o cachorro amarrrava fazia uma espécie de mantra e dizia prá mim mesmo:— calma – desconto. Assim pude melhorar em muito minha performance, acalmando meus nervos.A palavra desconto, é para não se esquecer dos descontos do tiro!

     Toda vez que estivemos nessa pousada sempre houve uma somatória de amizade, bom papo e porque não algumas brincadeiras de bom gosto.      Um dos participantes foi sem sua arma, pois não tinha saído a guia de tráfego. Assim sendo o João Paulo arrumou uma Boito para ele caçar. Quando o caçador viu a arma falou: —Nunca em minha vida cacei com uma arma nacional, só com importadas, não vou querer caçar com ela. O João Paulo, brincalhão como sempre, falou: —Você não vai caçar com arma nacional, pois aqui ela é importada ! E continuou: —Você vai gostar tanto dessa arma que vai querer comprar de mim! O caçador foi ao campo e não há de ver que se deu bem com a arma, e fez proezas. Quando chegou do campo o João perguntou: —E daí como foi? Ele respondeu: —Fui bem com a arma. E o João retrucou: —Infelizmente não vou poder vendê-la a você. Risos…    Deixo aqui meu abraço aos participantes da semana em que estivemos juntos neste imaculado encontro, Rodolfo, Aleixo, Hugo, Felipe, Mario, Manarim, Douglas, Dr.Carlos , Marlos e outro que não recordo.


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