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Caçada de questionamentos

    Um amigo leitor nos mandou este belo conto:                                                            

 Espera de sexta para sábadodia (14/set). Espera que um amigo botou para mim… Passei a noite lá sair às 05h00 da manhã entrei na espera as 17h30h. Ás nove horas, chegou à rainha listrada roendo não sei o que dentro do brejo. Um lugar muito sujo, eu estava encima de um pé de limão rosa. Na minha frente um cacho de dendê comido pela metade da danada. Eu tinha uma visão excelente com a luneta. A noite estava uma delícia na mata, uma brisa fria soprava o céu repleto de estrela e eu ali me levando pelos meus questionamentos. Um deles era o que eu estava fazendo ali sozinho no meio do nada… Senti que o tempo foi esfriando e cada vez mais meus sentidos se aguçando e tudo ao meu redor ia tomando forma através dos meus sentidos transmitida pela minha audição e olfato. Quando o relógio bateu 21h05, tudo aquilo foi quebrado, com a chegada dela…começou roendo algo dentro do brejo, caminhado pra lá e pra cá, buscando alguma coisa no chão da mata. Isso minha adrenalina já ia a mil por hora, o frio passou, fiquei com a mão suando, e com dificuldade de respirar. Arranquei o brucutu, passou alguns minutos ela estava abaixo de mim comendo limão rosa…na minhas costas. Não tinha como virar sem ser percebido, e o lugar era muito sujo, então, resolvi esperar ela passar e ir para o dendê. Para assim terminar aquele jogo…mas a cartada final foi dela. Simplesmente, ela saiu pela minha esquerda passou por dentro do pouco de água dentro do brejo, lugar sujo, sem condições para atirar. Parece que ela sabia o que estava fazendo, e cortou na frente do cacho do dendê sem pressa. Quando botei a lanterna só vi a dorso por dentro da ramagem. A coisa foi tão rápida que não deu nem para levar o retículo da luneta no olho. Enquanto isso, estava quase enfartando de tanta adrenalina. Quando deu 22h00, o sono utilizou meu cansaço como arma e me deu o primeiro tiro, tentei lutar, mas não deu. Comi ainda um pouco de carne seca e tomei uns goles de água. Botei os pés dentro da rede e dormi. Acordei 01h00 olhei para o céu e descobri o que eu estava fazendo ali. Descobri que era para senti aqueles sentimentos. Algo mágico que poucos tem acesso nessa vida. Dormi novamente, acordei as 03h30, com alguém me perguntado se eu estava pronto. Mas, não perguntou de novo, então pensei que era o mateiro. Depois de 30 minutos não ouvi mais nada. Dormi novamente, acordei às 05h00 com a cantoria dos pássaros e o sol me dado um bom dia e a lua se despedindo e agradecendo pela companhia. > > Por Zé Luyz (Gastão)

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