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Canned hunting with AYA shotgun


Temos notado que os jovens não se interessem mais por caçadas. A idade da maioria dos caçadores brasileiros que tenho visto caçando atualmente sempre ultrapassa os 40.

 Fiquei surpreendido quando no último dia da minha caçada este ano chegaram a noite na pousada do João Paulo no Uruguai, um pai com seus dois filhos, um de 19 e outro de 17 anos. Disse ele que os filhos sentiram vontade de participar pelo menos um dia de uma caçada de codornas para sentirem como é, por isso levou-os.

A proibição da caça no Brasil provoca desinteresse, os próprios pais desestimulam os filhos a serem caçadores. Além do mais a indústria agrícola, podemos assim dizer, está cada vez mais invasiva.

 Será impossível reverter essa tendência de grande avanço agrícola em todo o mundo se não houver uma conscientização então, se quisermos ter caça será somente da maneira “canned”enlatada

Na minha visão futurológica haverá mais jovens participando de caçadas, porém em “Preserve” que é o pesque e pague da caça. Isso se deve pois não haverá mais animais selvagens para se caçar livres na natureza e só os “preserves” garantirão a sobrevivência das espécies cinegéticas.

No Brasil há Fazendas de caça como a Marimbondo que é um “Preserve”, infelizmente ainda não conheço o local, mas sei como tudo funciona.

Em 2009 em minha visita ao amigo Rodrigo Meirelles, fui a um “Preserve” no estado de Michigan.

Através do Rodrigo conheci o Bill e Jim, dois americanos apaixonados por caça que se tornaram meus grandes amigos. Eles me levaram para conhecer um “Preserve”.

Saímos numa manhã nublada fria de novembro, esperamos num restaurante o amigo do Bill que também participaria da caçada levando seus dois cães para exercitarem.

O Rodrigo me emprestou uma espingarda cal.20 marca AYA. Quando peguei naquela arma me veio  recordação da década de 70. Estava morando em Piracicaba e lá conheci o Paulo Lodi, que trabalhava na Metalúrgica Dedini , tinha o apelido de Paulo Tiroteio, que mantém até hoje. Ele me mostrou uma espingarda AYA cal.20 mocha, praticamente zero bala. Fiquei encantado com a arma, mas não tinha grana para comprar, então ofereci a meu amigo de caçadas. Ele prontamente ficou com a espingarda. Tempo depois passamos a caçar juntos, mas meu parceiro, acho que mais levado pela emoção errava muitos tiros, então resolveu mexer na coronha. Quando tiramos a coronha notamos que ela tinha “doublé cachê”, isto é: uma trava que age diretamente no cão evitando disparos acidentais. Só dispara mesmo se puxar o gatilho. Sabia que só armas de alto padrão carregam esse sistema de segurança, então a partir desse momento a AYA cresceu em meu conceito. Visitem “Aya shotgun factory” no youtube

Continuando, almoçamos no restaurante e rumamos para o “Preserve”. Assim que chegamos já vimos o proprietário com seu mini caminhão com umas gaiolas na caçamba plantando os faisões e perdizes chucar no campo de caça. Enquanto isso fomos ao galpão para mudar a roupa, notamos as paredes decoradas com inúmeros troféus de caça como cabeças de carneiros e veados empalhados, bem como faisões e outras aves.



A experiência de caçar daquela maneira e a conveniência com os amigos fez o dia espetacular.

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