Comandante H.Pereira da Cunha



Em 1955 o Comandante H. Pereira da Cunha, depois de já ter escrito o Livro : Viagens e Caçadas em Mato Grosso, onde relata suas aventuras de caçadas no pantanal mato-grossense , inclusive relatando sua participação na caçada com Theodore Roosevelt, juntamente com Marechal Rondon, escreveu o livro:Caçando em África e olhando o Mundo.

O Comandante sonhava com uma caçada no Continente Negro, depois de muitos contatos acertou com a “African Hunting Safaris” sua participação numa aventura nas terras africanas. Naquela época já com 74 primaveras,quem fez companhia ao Pereira foi o dentista Dione Arruda.

No dia 25 de agosto de 1951 Pereira da Cunha parte do Rio de Janeiro embarcado no navio holandês Tegelberg, navio de 14.500 toneladas construído em 1938 e desativado em 1968.

Após nove dias de viagem ele desembarca na cidade do Cabo, Africa do Sul, dali tomou um avião da ainda existente South África Airways e voa para Johannesburg.

Daquele aeroporto toma um avião Constellation (quadrimotor a pistão construído pela Lockeed 1943-1958, para 95-107 passageiros com velocidade de cruzeiro de 407km/hora) 

A caçada foi realizada nos moldes dos grandes safaris, em acampamento e com duração de um mês.

O Caçador Profissional que o acompanhou foi o Ikram Hassan, o qual me despertou grande interesse e fui em busca na web para saber mais sobre este homem e, encontramos o que se segue:



Ikram Hassan, Professional Hunter

Nutrido pela atmosfera de aprendizado e respeitabilidade o jovem Ikram tentou estudar Advocacia e então ciências Veterinárias e desistiu das duas, pois não faziam seu gosto. Mas as disciplinas que aprendeu deu a ele vitalício vício pela leitura, esse fundo de conhecimento geral foi verdadeiramente impressionante.

 Em algum lugar no início dos anos 40 quando o mundo estava mudando rapidamente Ikram encontrou  African Hunting Safaris: uma companhia para big game hunting, apontado principalmente ao lucrativo mercado americano.

Naquela época para preservar os Caçadores Brancos, uma intrépida raça de profissionais renomados por sua coragem especialidade em caça e extravagancia profissionais, tudo celebrizado em novelas de Hemingway e romantizadas em filmes de Hollywood, parecia temerário desafio.

 Após os primeiros anos de luta Ikram encontrou seu nicho

Seu safari era meticulosamente planejado, seu conhecimento de campo como nenhum, e seu carisma pessoal completamente único. Ikram escondeu seu aço debaixo de modéstia, timidez e gentileza exterior. Ele se transformou num rápido sucesso com aqueles com quem saia.

 No começo dos anos 60 quando Quênia foi corrida para Uhuru ,  a fama de Ikram e reputação fez dele um dos mais buscados Caçadores da África. Seus clientes incluindo presidentes de famosas corporações ricas. Um homem que fazia tudo para que a aventura fosse perfeita, pois, julgava isso de muita importância para si.

Primeiro os caçadores picavam o campo na mágica noite africana com fogueira e barracas verdes. Ao longe tosses dos leões caçando suas presas no coração da escuridão.

 Então, o próximo dia em longas andanças poeirentas, o caminhar através de espinhos das acácias camuflando  completamente tudo , era este, oeste, norte e sul, tudo parecia igual, e  de repente, o momento, ele mesmo: quando o homem vê a morte em forma de uma carga de leão, ataque de búfalo ou a cara rosnando de um leopardo justamente alguns pés na sua frente.

Para venerar tal experiência o homem que trouxe ele para aventura  e os levou de volta vivos e bem, Ikram Hassan, o caçador marrom, foi acima ,onde, entre os mais finos dos profissionais.

Leo Rothe, um cliente assíduo escreveu acerca de Ikram no livro de African Adventures chamando ele como “Uma lenda no seu tempo de vida”. No seu auge Ikram foi um belo homem, alto, escolarizado, que discutia com facilidade acerca de Big Game, Armas e Trackers,  da mesma forma que fazia com religião e política. Desde que aventura foi um meio de vida, ele caminhou continuamente com a morte e o perigo. Inevitavelmente ele teve um grande número de riscos de ataques provocadas pela ânsia de clientes para conseguir seu troféu

Ele passou por um memorável incidente com um búfalo ferido. O animal penetrou ferido dentro de um mato fechado. Ao cliente foi falado do perigo que tinha à sua frente e, avisou-0 para ficar atrás. Ele se recusou, não havia tempo para mais discussão. O búfalo teria que ser expelido. Em fila única então o tracker, Ikram e o cliente seguiram a linha de sangue. O búfalo perfeitamente camuflado espreitava muito de perto, tanto como eles pensavam. Num estalo o animal estourou em cima deles, imenso, louco de raiva e preparado para a revanche. O cliente atirou, errou, e correu. O desarmado Tracker afastou. O raivoso animal pegou Ikram e jogou-o para o ar, milagrosamente ele escorregou fora dos chinfres e caiu machucado para o lado do búfalo. Confuso com a manga do casaco rasgado bloqueando sua visão, o Búfalo raspou o solo berrando com fúria. De alguma forma, nesse instante o tracker agarrou a arma caída e passou para Ikran, ela serviu para dar fim ao trovão, com o tiro atingindo sua cabeça. Os chifres assassinos deram um fino troféu. Caçar no Quênia foi sempre estritamente licenciada e duramente controlada, deixando boa troca de divisas . Como sua fama espalhou, Ikram foi requisitado para conduzir safaris no Sudão, Etiópia e nas selvas da Índia. Mas, quando a caça foi banida no Quênia em 1979 ele desativou suas armas.Após aposentar de safaris, Ikram olhou a perspectiva de converter grandes fazendas em mini parques de animais. Ele e Leo Roeth fincou ideia de atrair animais para um pequeno e natural lago salgado em Taita. Foi então criado o Saltilick Lodge em Taita, realmente nasceu de uma ideia nutrida por Ikram.Como ele não era um homem de negócio a oportunidade escorreu de suas mãosOutros, mais experientes, com meios de incorporar finanças e desenvolver, tornaram aquilo um grande sucesso que existe até hoje. Ikram, com seu senso de ajuda e amizade se envolveu em trabalhos sociais, colocando nele sua honestidade o bom humor que sempre teve em sua vida. Ikram perdeu a fama de caçador e, o clero e os trabalhadores sociais o agarraram. Uma característica muçulmana o Kipá tomou lugar do chapéu de caçador. Em sua grande casa em Mombaça a vida foi se passando como sempre, amigos entravam e saíam.Quando a morte veio ela foi rápida e inesperada de doença no  estômago.Ele se foi em 2008A memória de vida de Ikram será sempre lembrada por aqueles que o conheceram. Um fino gentleman queniano


                     Algumas  fotos do livro do Comandante








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