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E esse negócio de caça?


No Brasil, falou em caçador, falou em pejorativo. Isto é estarrecedor, pois o Brasil que foi colonizado por portugueses, que habitam um país com pouca terra, nunca deixaram de praticar a caça. E aqui país continental, a caça proibida. Nós que já enveredamos por muitos livros, notamos que há muito tempo atrás o caçador alguma vez matava meramente por prazer de ver o bicho tombar, talvez seja isto que marcou indelével a mente de muita gente contra a caça. Acontece que antigamente havia muita caça e pouca gente, por isso muitas vezes nem se davam ao luxo de aproveitar sua carne. Isto não aconteceu somente com a caça não. Quem já percorreu campos que foram desbravados de mata pelo interior de S.Paulo e pelo Mato Grosso, teve a oportunidade de ver grandes árvores de madeira de lei, derrubadas sem ao menos aproveitarem sua madeira. Matas eram simplesmente queimadas e as árvores ficavam fumegando por vários dias. Perguntam: —Porque não aproveitaram a madeira. —Simplesmente porque a madeira não tinha nenhum valor, não compensava nem retirar, ninguém comprava, as árvores eram dizimadas sem dó. Então tínhamos muita mata muita caça e pouca gente para consumir o que a natureza proporcionava. Os tempos mudaram,a população explodiu e hoje o que vale é o gado, o eucalipto, a soja, o milho, a seringueira e o maior mal: a cana. Tudo isso virou commodities, tem preços em bolsa, etc. etc. —E os bichos? Ele não tem valor nenhum, pois não dão nenhum lucro, estão no mesmo patamar que as grandes árvores derrubadas antigamente, que não valiam nada. Temos notícias de queixadas e catetos que são envenenados com milho e soda cáustica. Onças são mortas às centenas, sem que ninguém saiba; elas são bichos daninhos ao gado. Turistas estrangeiros vem ao pantanal, na foz do rio Cuiabá, num parque ali existente, e ficam impressionados com o número de onças que ali habitam , podem até ficar a uma distância de 10 metros delas. Alguns até  falam que em nenhuma parte do mundo viu animais selvagens na natureza tão perto. Eles não sabem da triste realidade. Quanto à pesca: Pescador amador consciente é aquele que pesca na temporada determinada pela lei usando também dos apetrechos estipulados. E quanto ao pescador profissional, este não deveria existir pelo menos em rios, pois eles se aproveitam da situação e quando da época da desova, que o rio está isento de pescadores amadores, passam arrastões e redes armadas. A meu ver o pescador profissional teria que seguir a mesma legislação que o amador, apanhar as mesmas quantias e usar os mesmos apetrechos.  Notem vocês que os rios não são fontes inesgotáveis de peixes, eles acabam. Mesmo porque, em se tratando de outros estados fora o de S.Paulo, eles nunca se preocuparam em repovoar os rios. Como vivemos num capitalismo, que muitas vezes é chamado de selvagem, entendam que se não pusermos valores aos animais, eles continuarão a serem dizimados. Podem arguir, mas os bichos comem milho, soja, etc. Sim, mas  eles não tem mais espaços para viverem, para se reproduzirem, estão acabando com seu habitat. Mas como é esse negócio de dar valor ao bicho? É a caça minha  gente!. Se um fazendeiro pudesse vender suas perdizes, seus catetos, suas onças, para serem caçados, ele faria tudo para proteger e manter um estoque satisfatório, que sempre iria se renovando. Fora disso, de selvagem ficaremos só mesmo com o capitalismo!

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