E nada de pacas


Visitando o atual Festival Internacional de Humor de Piracicaba que ocorre anualmente, vendo esta charge do Jaguar, lembrei que tinha escrito algo de humor com relação a paca. Segue então: 

    Dias atrás recebi um e mail que ditava sobre boas maneiras de viver. Segundo o médico que as redigiu, dentre outras coisas devemos:

*Tirar férias sempre que pudermos, pois precisamos disso.

*Praticar esporte, ginástica, natação, caminhada, pesca, (caça, não falou, pois é coisa inaudita aqui), jogar bola ou tênis.

   Digo outra: temos que levar a vida mais na brincadeira, sem tanta seriedade.

    Assim, sempre em nossas saídas para o mato ou rio, o lazer e as brincadeiras reinavam… Logicamente salutares.

    Uma ocasião acampados na margem do Rio Apa ,do outro lado do rio fica o país do Paraguai, que abrigava extensa mata. Nosso cozinheiro morria de medo de onça, prá brincar com ele, deixamos sozinho e avisamos que se ouvisse algum miado de onça, podia esperar que ela atravessaria a nado o rio e viria ao acampamento. Saímos para a cidade que dista uns 40 km. Quando retornamos à meia noite, o homem tinha gasto metade do nosso tanque de gasolina do motor de popa, tentando acender fogo com as madeiras úmidas de chuva. Deu pena, ele tinha até ouvido o miado da onça, estava a morrer de medo.

    As brincadeiras de bom gosto são sempre salutares.

Um conhecido, que era hospede anualmente de uma fazenda, onde sempre caçava perdizes, sonhava em pegar uma paca. Mas, nunca dava certo, pois não tinha quem preparasse a ceva antes de sua ida. Uma ocasião a pretensão se concretizou, um auxiliar da fazenda preparou a ceva e o respectivo jirau.

    O caçador foi exatamente depois da lua cheia, que seria o ideal para a espera. O encarregado da ceva  vinha confirmando dia a dia a presença da  caça, já que notava seu pisoteado  e a comida sendo subtraída. Assim sendo era certo que a paca viria mesmo, permitiu então que o caçador fosse para a espera. O caçador como nunca tinha experimentado esse tipo de caça, pediu para alguém ir à espera junto, mas ninguém quis, nem mesmo o amigo que era  um dos donos das terras, cada qual com sua desculpa, assim sendo foi sozinho. Esperou por tantas horas, empunhando seu maglite , exausto de ficar sentado num pau roliço que machucava suas nádegas , resolveu descer do puleiro , pois nem raposa ou mesmo rato apareceu.

    Assim, foi por mais dois dias de refrega no puleiro e nada! Ficou fulo da vida. Não concebia que uma ceva batida como aquela podia ficar sem aparecer nenhum bicho sequer.

   Final da estadia, retornou para casa. Passado alguns dias, foi comunicado por telefone, por outra pessoa, que um dos proprietários da fazenda, no dia anterior, da primeira espera da paca, passou pela estrada que ficava próxima da ceva e teve vontade de fazer necessidade. Pensou: vou fazer uma brincadeira, foi justamente defecar na ceva de paca, depois do evento, cobriu com folhas e ficou bem quietinho. Assim o cheirinho desinfetou os bichos da seva.

   É, NÃO CHOVEU “PACAS” EM SUA CEVA!!!

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