Eleito dia Nacional da Caça e da Pesca no Brasil?


Eleito dia Nacional da caça e da pesca no Brasil?

Se isso fosse verdade quão estaríamos contentes, mas infelizmente o Brasil está longe de determinar um dia em homenagem à caça e a pesca.

Diferentemente, os Estados Unidos, no ano de 1972 no Governo Nixon o congresso americano estabeleceu o dia 28 de setembro como o dia Nacional da caça e da pesca. Neste ano de 2013 o presidente Barack Obama proclamou esse dia como o dia Nacional da Caça e da Pesca. Muitas entidades americanas celebraram esta data com muito apreço.

A importância dos caçadores e pescadores no cenário da vida selvagem nos EUA é enorme, tendo em vista que eles dão anualmente uma contribuição de mais de dois bilhões de dólares em beneficio à manutenção da vida Selvagem. As vendas de armas, munições, arcos e flechas, artigos de pesca, recebem taxações que são revertidas em conservação da vida selvagem, aquisição de áreas para prática do esporte, em benefício ao caçador e pescador.

Bem diferente do Brasil onde a caça é proibida e a matança ilegal de animais selvagens corre solta, tanto pelos caçadores clandestinos como pela destruição de seus habitats.

 Está perfeitamente claro que a simples proibição nada contribui para a manutenção da vida selvagem. Como o governo sempre opta pelo mais simples, ele prefere dizer não à caça a sim. O sim demanda mais trabalho, como a conservação dos habitats, ampla organização da atividade e muito mais. Enquanto isso vemos a degradação completa dos refúgios dos animais selvagens. A monocultura da cana se estendendo pelo sudeste e centro oeste até o norte, bem como a silvicultura acabando com o espaço dos animais. O número crescente de hidroelétricas inundando áreas enormes e acabando com os peixes de piracema.

Caçar é uma atividade digna, legítima e universalmente aceita. É obvio que precisa ser regulamentada por várias razões, a principal sendo a preservação permanente das populações animais.

Os Estados Unidos nos dão uma visão panorâmica do que é a política da caça e conservação. Na época da conquista do Oeste, foram abatidos um milhão de búfalos, praticamente foram extintos. A destruição das florestas nos EUA chegou ao clímax em 1890 por conta da abertura de terras para plantio ou pela simples exploração da madeira.

Ironicamente, tal massacre e destruição se fizeram em nome do progresso, sendo seus autores considerados patriotas, homens de bem, indispensáveis ao desenvolvimento.

No começo do século 20 com a eleição do presidente americano Theodore Roosevelt trouxe aos americanos uma nova filosofia de uso do solo e demais recursos florestais. Roosevelt como inveterado caçador e explorador iniciou uma política de conservação da natureza. Após seu governo a natureza foi degradada novamente. A partir de 1933 com a eleição de Franklin D. Roosevelt foram cristalizadas leis de conservação.

Fazendo parte dessa conservação surgiu o famoso selo “Duck stamp” milhares deles foram vendidos e a renda convertida em aluguéis de banhados ou mesmo compra de áreas destinadas à prática do esporte da caça.

Depois do selo veio a Lei Pittman-Robertson que determinou um imposto de 11% sobre rifles, munições, espingardas, arco e flecha, etc., para serem revertidos diretamente para a melhoria da vida selvagem.

Fruto dessas medidas atualmente existe muito mais animais selvagens nos EUA que há cem anos, dando chance a milhares de caçadores praticarem seu esporte favorito. Todos ganham e a natureza satisfeita agradece os caçadores.

Há trinta anos um grupo bem intencionado de brasileiros fundou a ABC, (Associação Brasileira dos Caça) eu mesmo fui sócio. Um consórcio entre o governo e a ABC proporcionou uma abertura para concretizar temporadas de caça no Estado de S.Paulo. Assim fizeram pesquisas levantando em diversas regiões a concentração de codornas. Apenas um ano conseguiram a abertura da caça. Por pressão dos contras, a caça voltou a ser fechada e nunca mais abriu. Mesmo porque depois disso um deputado teve a magistral ideia de enviar um projeto para a proibição do ato de caçar no Estado de São Paulo. Assim coroou totalmente o encerramento de qualquer intenção desta modalidade de esporte.

A mais de trinta anos da extinção da ABC não se caça mais codornas e pouquíssimas são vistas, a explicação é simples destruíram seus habitats. Ninguém reclama da falta de codornas, os conservacionistas nem sabem que as codornas sumiram, mas nós caçadores sabemos. Nós notamos tudo da fauna, conhecemos todas as aves e os animais é uma cultura do caçador, pois ele é acima de tudo um ecologista.

Quiçá um dia apareça alguém do governo interessado na caça, ter esperança não custa nada!

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