LICENÇA DE CAÇA

Licença de Caça


Gostaria de ser economista para poder entender certas coisas: porque o Brasil permite, e ainda dá incentivos que a população cresça tanto. Só ouvimos falar que precisa exportar mais, que precisa mais moradias, mais estradas, mais hospitais, mais tudo. Ninguém percebe que isto é uma bola de neve, se não pensarmos num controle populacional. Creio que é melhor termos menos gente e melhor qualidade de vida do que ter essa população que cresce exponencialmente e sem qualidade de vida; mais ainda, estamos destruindo nosso país.Eu sempre digo: o homem branco não constrói nada, só destrói.

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Décadas atrás meu pai tirava sua licença de caça e podia praticar seu esporte no município. Tietê tinha um fiscal de caça e pesca que conhecia toda a população e seus costumes, com isso fazia perfeitamente a fiscalização. A fauna assim ficava preservada , pois só era praticada nas épocas , nas quantias e nos modos certos.

Todos ganhavam com isso: o governo tinha seus impostos, as fábricas de armas de caça e de cartuchos também, geravam mais impostos e empregos e o próprio caçador que com prazer praticava seu esporte.

Infelizmente durou pouco tempo, o governo proibiu a caça no intuito de protegê-la, ledo engano: A população cresceu desordenadamente, os homens saíram de suas propriedades rurais, a agroindústria tomou conta, os agrotóxicos quase acabaram com a fauna e flora, os rios ficaram poluídos, e agora recentemente outro desastre , a cana de açúcar. Sabe-se que no Estado de S.Paulo ela já tomou conta de 70% de toda a cultura..Todos sabem que a monocultura da cana, bem como outras monoculturas, sufocam a flora e a fauna. A fauna não pode aproveitar os grãos como em outras culturas, como milho , arroz , etc., os animais nativos não sobrevivem sem comida e também quebra a cadeia alimentar. Por outro lado a queima da cana como é feita ainda em diversos locais, acaba de vez com os animais, é comum ver cobras, capivaras etc., queimados pelo fogo da cana. O agravante da queimada é ser feita à noite, justamente onde os poucos animais vão se refugiar e são pegos pelo fogo.

Antigamente os próprios caçadores eram fiscais da caça, pois se os animais fossem dizimados, não teriam mais o que caçar. Hoje , ninguém fiscaliza, pois ninguém que tenha interesse pela fauna anda pelos campos, nem pelos matos, e a atrocidade com os animais se dá sem que ninguém veja.

Atualmente os animais selvagens não tem valor algum, o que vale hoje é o que se planta e o que se colhe , sem nenhuma preocupação com o animal nativo. Se a caça fosse regulamentada, os animais teriam seu valor e seriam preservados , pois renderiam divisas. Na Europa , quase a totalidade dos países tem a caça liberada e manejada. Para fazer uma caçadinha de pombos num final de semana em Portugal você gasta 800 euros! A maioria dos países da África que tiveram sua populações de caça aumentadas , foi por conta do manejo e liberação da caça. Países da África onde a caça está proibida, só se vê animais em parques, o restante foi exterminado.

Muita gente não entende o valor da caça, vamos exemplificar:

Atualmente para abater um jaguar na Argentina, o caçador gasta por volta de U$ 10mil. Um fazendeiro aqui do Brasil ouvindo isso disse: Nós pagamos para matar as onças em nossa propriedade, se pudéssemos vendê-las nesse preço, iríamos tratá-las com bezerros.

Não tenho cifras, mas atualmente cidadãos brasileiros deixam muitas divisas fora caçando animais em outros países, tais como Argentina, Uruguai , África ,etc.Grande parte dessas divisas poderiam ser revertidas para nosso país.

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Todos tem sua melhor época de vida, eu julgo a minha melhor época entre os anos 70 ao início dos 90. Nos campos de Tietê, ainda existiam codornas e inhambus. Hoje com o cultivo maciço da cana e pulverização,não existem mais estas aves, até as plantas frutíferas como : laranja , manga e mamão, não se colhem, sem o uso de pesadas doses de defensivos. Nos rios e ribeirões, tinha ximburé, tanxina e saguiru aos montes nas épocas das enchentes, hoje estão extintos. Recente, foi detectado que a poluição do nosso rio já ultrapassa nossa cidade com quase zero de oxigênio, coisa que em 2009 ainda não atingia Tietê. Cadê a qualidade de vida? Temos um rio morto cruzando nossa cidade, campos de outrora cobertos de cana, poluição de fuligem, ar rarefeito, calor aumentando a cada dia. Ruas cheias de carros alimentados por cana de açúcar que deixam estragos ao meio ambiente.

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