Proibição da pesca em Mato Grosso

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Proibição da pesca em Mato Grosso   Noticiados fomos pela web que o Governador do MT sancionou uma lei proibindo a pesca amadora por três anos a partir do próximo cinco de novembro. Os pescadores poderão somente praticar o pesque e solte, não tendo o direito de transportar nenhuma espécie de pescado. Já os profissionais poderão permanecer retirando a quantidade de 100 kg de pescado semanalmente dos rios. É MAIS FÁCIL PROIBIR, DO QUE FAZER UMA LEGISLAÇÃO ADEQUADA AO SETOR DE PESCA AMADORA.    É ISTO QUE VEM SENDO FEITO HÁ ANOS COM A CAÇA, QUE PODERIA ESTAR LIBERADA, GERANDO DIVISAS, PROTEINAS E DISTRAÇÃO Á POPULAÇÃO.    Para mim é mais uma lei que vem prejudicar a classe média, essa que paga imposto de renda e mantém esses políticos que fazem estas leis descabidas. Os pescadores amadores é que movimentam o turismo de pesca em todo o território nacional gerando lucros para as pousadas, para seus respectivos municípios, propiciando muito emprego.     Não posso avaliar quanto é que a economia gerada com o esporte perderá com essa proibição, mas calculo que em torno de 70-80% será a diminuição dos pescadores que procurarão o MT. São poucos os pescadores que não se importam em trazer algum peixe para seu lar. Todo pescador gosta de apresentar seu troféu, nem que seja uma simples piranha!    Computando que o pescador amador gasta no estado do MT com pousadas, hotéis de passagem, combustíveis, aluguéis de barco, compra de iscas, dos pirangueiros, dos cozinheiros dos copeiros das faxineiras, das lojas de pesca, das fábricas de gelos, das chalanas de pesca, dos barcos hotéis, etc., podemos certificar que a movimentação da economia desse micro negócio gera muito mais benefícios à população que a pesca profissional.     Em minha opinião poderia ser feito o seguinte: 1. Proibir a pesca profissional, já que fica muito complicado o controle dos 100 kg semanalmente para o profissional. Nós que somos pescadores sabemos dos abusos da prática profissional.  O profissional passaria a ter os mesmos direitos do amador e usar os mesmos apetrechos permitidos. O amador vai, via de regra uma vez ao ano ao MT e o profissional pesca todo o dia. 2. Eleger uma quantia a ser capturada de peixes que não estão em extinção a cada ano. 3. Fazer um planejamento de espécies a serem capturadas, promovendo um rodízio anualmente. Ex. um ano proíbe o pacu, outro o dourado, etc. 4. Alterar o tamanho dos peixes a serem capturados, apanhando os de tamanho médio, deixando os grandes para reprodução e manutenção genética e troféus fotográficos.

5. Desviar cada vez mais os pescadores profissionais para atividades relacionadas à pesca amadora, tais como guia de pesca e outras. Para tanto o governo deverá educar esse pessoal com aulas de ecologia, ética, respeito aos turistas e legislação. 6. Reverter os impostos da atividade de pesca amadora em repovoamento dos rios e lagos com alevinos.   Calculo eu que hoje  retira-se mais peixes dos rios represados dos estado de São Paulo do que nos rios do MT, isto porque se implantou o repovoamento das espécies.    A Argentina tem o melhor complexo de turismo de pesca amadora da América do Sul. O exemplar de peixe grande dá mais lucro à população dentro da água do que fora dela. Lá pode-se retirar e trazer o peixe, mas somente alguns exemplares de algumas espécies.   A frequência de brasileiros pescando na Argentina tem aumentado muito.    Na costa africana os tubarões dão mais lucro à população sendo mantidos no mar do que retirados para consumo. O turismo de observação de tubarões tem crescido muito.

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